Capital se transforma em um verdadeiro ‘BBB’ para flagrar infratores
A exemplo dos paparazzi, como são conhecidos os caçadores de celebridades, as câmeras de fiscalização de trânsito espalhadas pela cidade são implacáveis na hora de flagrar infrações. O autônomo Sidnei dos Santos é um dos que, amargamente, comprovou a eficiência desse “Big Brother”.
“Já fui fotografado rodando em locais proibidos, utilizando o celular, sem cinto de segurança, acima da velocidade, avançando o farol vermelho e até parado sobre a faixa de pedestre. Não sabia que a fiscalização era tão rígida”, afirma.
Segundo ele, em menos de um ano já foram mais de 60 pontos no prontuário da carteira de habilitação. “Como preciso do carro para trabalhar, não posso perder o direito de guiar. Tomara que eu consiga ganhar os recursos (de multas), mesmo com tantas provas contra mim.”
Legislação
A suspensão do direito de dirigir é aplicada sempre que o motorista acumular 20 pontos no prontuário no período de 12 meses, levando-se em consideração a data de cada infração, ou quando for autuado por infração gravíssima, que sozinha pode somar 21 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Estão incluídas nessa penalidade máxima as multas referentes à prática de rachas, dirigir embriagado, ultrapassar 20% do limite de velocidade permitido ou pilotar motocicleta sem capacete, entre outras.
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) informa que caso o motorista seja pego dirigindo em uma das situações acima, a legislação prevê a cassação da carteira por um período de dois anos. Para reaver a CNH, o condutor terá de se submeter a todos os procedimentos, como se fosse um iniciante, o que inclui até aulas em autoescolas.
Fiscalização
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a dificuldade em driblar a fiscalização na capital se dá graças ao número de equipamentos que registram imagens. Entre eles estão radares fixos e móveis.
Há ainda lombadas eletrônicas, ZMRC (zona máxima de restrição à circulação de caminhões), ZMRF (zona máxima de restrição de fretamento), refis (registradores fotográficos de infrações semafóricas), reifex (registradores fotográficos de infrações em faixas exclusivas) e equipamentos de registro de avanço de semáforo e de parada sobre a faixa de pedestre.
Atualmente há 126 radares fixos na cidade com leitor automático de placas (LAP) ou de reconhecimento óptico de caractere, que também flagram veículos rodando em dias e horários proibidos pelo rodízio municipal.
Luz, câmera, multa. Jornal da Tarde, São Paulo, 05 de maio de 2010